


Design e cerâmica unidos em um único blog



A anodização é um processo de acabamento que funciona nos seguintes metais: alumínio,nióbio, tântalo, titânio, tungstênio e zircônio; sendo que destes, o mais usado em produtos é o alumínio. Este acabamento gera uma superfície uniforme com aparência de metal tingido, e não pintado, uma vez que o corante fica impregnado no material, depositando-se nos poros presentes na camada mais exterior, a que se encontra oxidada pelo contato com o ar. Várias cores podem ser aplicadas, como as no exemplo a seguir:

O processo de anodização leva esse nome por que a peça a ser anodizada é, no processo chamado banho eletrolítico, ligada ao pólo positivo da fonte de energia, funcionando como ânodo. Por meio de uma corrente elétrica, aumenta-se a espessura (muito sutilmente) da camada oxidada e o pigmento é atraído pelo objeto, depositando-se nela. Existem vários produtos com esse tipo de acabamento no mercado, e os que são disponibilizados em alumínio mas somente com uma opção de cor podem ser personalizados, através de sites como o http://www.colorwarepc.com/default.aspx.



The Grind, por Dana de Vega
Fontes:
http://www.colorwarepc.com/default.aspx
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anodização
http://www.olgacolor.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=61
Para produzir peças cerâmicas artesanalmente, podem ser usadas argilas sem tratamento, como são encontradas na natureza ou argilas já tratadas, sendo limpas e prontas para o uso. No caso de se optar pela primeira opção, que é a mais barata, essa argila “bruta” deverá ser tratada manualmente.
O processo se dá da seguinte forma: primeiro todas as impurezas como pedacinhos de raiz e pedrinhas deverão ser removidas da argila. Após a limpeza, a argila deverá ser enrolada em um tecido qualquer e arremessada diversas vezes no chão, o que fará com que o material fique mais compactado e sem bolhas de ar. A realização destas duas etapas antes de começar a moldar o produto é essencial, uma vez que tanto impurezas como bolhas de ar podem fazer com que a peça quebre ou até exploda quando levada ao forno. Feito isso, pode-se começar a produzir o objeto desejado, que em seguida será levado ao forno para se transformar em cerâmica.
Após esta etapa, só resta escolher o tratamento de superfície que se deseja aplicar, sendo que o mais comum é o vidrato, uma tinta líquida que após ser depositada na cerâmica (sempre deve ser aplicada molhando o pincel e apertando-o contra a peça, nunca com movimentos para cima e para baixo ou para os lados) vira uma camada de pó fino, que após passar por uma segunda queima, funde e forma uma camada vítrea impermeável. Não se deve esquecer que para peças que serão usadas com alimentos é importante verificar se a tinta é livre de chumbo, ou utilizar o vidrato transparente nas partes onde haverá o contato entre objeto e alimento, já que este não contém chumbo na composição. Também vale lembrar que se poucas camadas do vidrato forem aplicadas, o resultado obtido poderá ser translúcido, aparecendo o fundo de cerâmica, e que o vidrato, por fundir-se durante a queima, pode vir a escorrer dependendo do formato da peça. Se desejar que alguma área da peça continue na cerâmica pura e que o vidrato não invada esta área, deve-se passar um lápis macio no limite da forma, para que o grafite se acumule na cerâmica, o que formará uma barreira contra o extravasamento da tinta.
Outros acabamentos também podem ser aplicados na cerâmica artesanal, como a colagem de papéis e fibras naturais, incrustramento de outros materiais antes da queima, pintura à nanquim, entre várias outras experimentações que podem ser realizadas. Confira fotos destes tipos inusitados de acabamentos em cerâmica à seguir:











decoração dos mais diversos objetos.
O embutimento de materiais distintos sobre uma superfície de madeira é muito antigo, anterior ao povo egípcio, que já utilizava ferramentas rústicas de cobre para embutir pedras preciosas em sarcófagos, baús, etc. Já o embutimento de chapas de madeira sobre a própria madeira, processo chamado de marchetaria, só passou a ser mais difundido a partir do século XVI, por meio de André-Charles Boulle, que era reconhecido por seu minucioso trabalho de marchetaria, chegando a se tornar mestre de ebanisteria (marcenaria fina), desenhando e confeccionando todo o mobiliário da corte do rei Luis XIV.
Atualmente usam-se vários tipos de lâminas para realizar um trabalho de marchetaria, podendo ser de madeira (natural, natural tingida ou madeira processada) ou até de outros materiais, contanto que tenham a espessura reduzida e possam ser cortados com a serra de marchetaria. A técnica mais comumente usada é a Tarsia a Incastro, na qual se sobrepõe duas lâminas de madeira, a que servirá como fundo e a que será usada para representar a forma que se esteja fazendo. Essas duas lâminas serão cortadas simultaneamente, gerando a forma e a contraforma, que serão encaixadas como em um quebra cabeça.
Os desenhos se destacam do fundo por diferenças de matiz, contraste, direcionamento dos veios, entre outras diferenças entre as lâminas usadas.


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